Clientes como embaixadores: o marketing mais poderoso para restaurantes

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Aquela foto de um prato caprichado no Instagram ou uma avaliação positiva no Google são mais valiosas do que qualquer conteúdo institucional. Por quê? Porque pessoas confiam em pessoas. Quando o cliente fala bem de você, a mensagem tem peso, é real, é autêntica – e nada supera isso. 

A chave aqui é criar momentos que os clientes queiram compartilhar. Pode ser um prato tão bonito que dá vontade de fotografar, um canto do restaurante que vira cenário perfeito para selfies ou até uma promoção inteligente. Pesquisa da Nielsen mostrou que 92% dos consumidores confiam mais nas recomendações de outros clientes do que na publicidade tradicional. E mais: o conteúdo gerado por usuários gera 28% mais engajamento nas redes sociais do que os posts criados pelas marcas, segundo o relatório The State of Community Powered Marketing 2024.

O mercado de cosméticos e beleza é uma das principais referências no uso da “Creator Economy” para ampliar o impacto das marcas através de parcerias com nano e micro influenciadores (até 10 mil seguidores). Os conteúdos são usados em diferentes formatos, desde forma orgânica a criativos para campanhas.

Não é só marketing, é criação de experiência e formação de comunidade para transformar seu cliente em embaixador da sua marca, ainda aumentar vendas e fidelidade no processo.

Na prática: 

Um restaurante delivery faz uma parceria com um micro influenciador para criação de vídeos de unboxing das entregas e de resenhas dos pedidos. Pode ser na divulgação de um novo produto ou formato de embalagem, por exemplo. Os vídeos podem ser usados pela marca para campanhas de anúncios no Instagram e Facebook Ads para mostrar não apenas os produtos, mas a experiência de um consumidor. 

Desdobramentos de conteúdo:

– Conteúdo em reels ou carrossel: O que o mercado de cosméticos pode ensinar sobre UGC para o segmento de foodservice

– Miniguia para UGC no foodservice

Competências: Criar experiências únicas e memoráveis; Utilizar dados e interações para fidelização; Medir e ajustar estratégias digitais; Criar campanhas autênticas para redes sociais; Estimular clientes a compartilhar conteúdo

De olho nas tendências

Analista aponta principais caminhos do mercado para este ano

O setor de food service em 2025 passará por transformações significativas, marcadas pela integração de tecnologias imersivas, sustentabilidade real e novos modelos de negócios, como as dark kitchens e food trucks. Com um mercado cada vez mais competitivo, as empresas precisarão se destacar por meio de experiências personalizadas e de marketing avançado, utilizando recursos como embalagens interativas e campanhas impulsionadas por inteligência artificial. A sustentabilidade será um dos pilares centrais, com foco em ingredientes hiperlocais, práticas operacionais ecológicas e alternativas plant-based, refletindo uma crescente preocupação com o impacto ambiental.

Além disso, a gestão de pessoas enfrentará novos desafios com a diversidade geracional, com a presença de profissionais mais velhos e da Geração Z no mercado de trabalho. A adaptação a essas mudanças exigirá um foco maior em soft skills, como colaboração e resolução de problemas, além da implementação de políticas de diversidade e inclusão. A humanização do atendimento e a valorização da culinária regional também se destacarão, criando experiências autênticas e inovadoras para os consumidores. O futuro do setor será definido pela capacidade de adaptação e inovação das empresas, que precisarão entender profundamente o consumidor e alinhar seus valores às demandas do mercado.

Confira o conteúdo completo sobre as tendências do food service para 2025 no site Food Connection, publicado por Luis Fernando Nardi.

Competências:

Criar experiências únicas e personalizadas; Desenvolver estratégias inovadoras de negócios; Adaptar campanhas e serviços às tendências de mercado; Usar dados para personalizar ofertas; Promover práticas sustentáveis e responsáveis; Implementar políticas de diversidade e inclusão; Incentivar a colaboração e a inovação no ambiente de trabalho

Comportamento do consumidor para prestar atenção

Foco em consciência e consumo ético

Os consumidores estão cada vez mais conscientes do impacto das mudanças climáticas e dos eventos geopolíticos nas suas decisões alimentares. Esses desafios globais estão elevando os preços dos alimentos e aumentando a percepção de como acontecimentos distantes podem afetar diretamente os planos de refeição. 

De acordo com relatório da consultoria de inovação Mintel, essa conscientização testa a confiança que as pessoas depositam nas empresas de alimentos e bebidas, especialmente quando ocorrem interrupções nas cadeias de suprimento ou ajustes na forma como os produtos são adquiridos e comercializados. Diante da incerteza, os consumidores buscam informações, e as marcas precisam estar preparadas para que suas operações sejam investigadas.

Movimentos políticos, como o boicote a empresas por posicionamentos éticos, destacam a necessidade de vigilância e comunicação clara das marcas. Para as marcas, é essencial lembrar que, para a maioria dos consumidores, a disponibilidade de produtos é mais importante do que sua origem local. 

O sentimento do consumidor, que oscila entre valores morais e necessidades básicas, exige uma comunicação transparente sobre como as mudanças de abastecimento local para global estão sendo feitas para beneficiar os consumidores em um mundo cada vez mais volátil.

Na prática:

– Criar um canal direto (como um site ou redes sociais) onde os clientes possam acessar informações sobre a origem dos produtos e a cadeia de fornecimento.

– Oferecer opções de cardápios sazonais com insumos fornecidos localmente – e/ou em parceria com marcas sustentáveis.

Competências:

Identificar mudanças no comportamento do consumidor; Avaliar oportunidades e ameaças no mercado; Comunicar de forma transparente e estratégica; Promover práticas sustentáveis e responsáveis; Analisar feedbacks e ajustar operações com base nas necessidades do consumidor